A palavra de Deus é alimento


O mês de setembro é dedicado, na Igreja, à reflexão da importância da Palavra de Deus em nossa vida de fé. Essa iniciativa é fruto de um movimento gestado no Concílio Vaticano II que, a partir de sua Constituição Dogmática Dei Verbum, reafirmou a Palavra de Deus como fonte primeira da revelação e fundamento de toda a vida eclesial.

Em nossa vida pessoal, contudo, a Palavra de Deus deve ganhar a mesma importância. Não só no ambiente eclesial, mas também na igreja que se forma em mim, a Palavra de Deus tem que tomar o lugar de fundamento. Assim como o alimento que comemos no prato, é preciso compreender a Palavra de Deus como alimento que sacia as necessidades da alma.

Nas Sagradas Escrituras, nós não encontramos uma história como a dos livros da escola ou uma ficção como nos livros de literatura. Na Bíblia, encontramos uma história de salvação que se dá para toda a Igreja, comunitariamente, mas que também se oferta a mim, pessoalmente. Sendo assim, é preciso viver a Palavra de Deus como fonte de edificação pessoal.


Como fazer isso, então? A Palavra de Deus nos confronta e nos coloca diante dos testemunhos de grandes patriarcas, profetas, sábios, reis, apóstolos e discípulos, cujas vidas impactam as nossas com seus exemplos. Mais que isso, é na Palavra de Deus que se manifesta para nós a vida de Cristo Jesus, cuja vida é a meta da nossa.

Assim, quando olhamos a salvação que se manifesta na história através de Cristo, plenamente, e desses homens e mulheres, como reflexo, podemos iluminar nossa própria história, colocando-nos diante de um espelho que nos mostrará as feridas que devemos curar, as falhas que devemos consertar, os acertos que devemos fermentar. A Sagrada Escritura possibilita, assim, um verdadeiro exame de consciência.


Deixemos que a Palavra de Deus, então, seja este alimento que nos edifica, nos corrige, nos conforta e nos anima à missão de proclamar a Boa-Nova de Jesus.


Sem. Welder Castro P. Andrade

2º ano de teologia

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