A vida acima de tudo, a morte como descaso...

Várias foram as tentativas de escrever um texto com tema diferente que se desviasse da nossa atual realidade. Vale dizer: que não mencionasse o COVID-19. E acabo escrevendo sobre essa realidade que muito me impacta; aliás, a todos nós.

Há algum tempo muitos autores vêm afirmando que estamos vivendo um tempo de incertezas! Sendo assim, é imprescindível uma reflexão crítica, visto que nos possibilitará melhor entender as consequências da ação humana sobre a realidade mundial que estamos enfrentando. Num plano mais amplo, esta pandemia em nosso país nos deixa claro que, se não houver uma retomada das políticas públicas voltadas para a saúde, educação e meio ambiente, entre outras, com forte investimento no saneamento básico, continuaremos reféns da incerteza da manutenção da própria vida, notadamente daqueles em áreas de maior risco.


Não existe outra saída a não ser o enfrentamento de tantas dores e incertezas. Todavia, uma pergunta me instiga: como poderemos substituir essas dores nas profundas transformações humanas? Essa reflexão nos possibilitará, creio eu, entender o sofrimento a partir de outra ótica, de que nenhum sofrimento é por acaso. Afinal, se não existisse sofrimento, não haveria vida. Isso é bíblico em muitas passagens, a mais libertadora delas é o drama da paixão, morte e ressureição de Cristo.

Por outro lado, se nos entregarmos ao sofrimento sem nenhuma atitude frente a ele, pode resultar numa espécie de fatalismo. E nós, cristãos, não podemos aceitar a fatalidade como algo natural. É preciso reagir a favor da vida em plenitude para melhor compreendê-la e vivê-la. Como já abordado anteriormente, é necessário nos revermos “por dentro” (nossos valores pessoais) e “por fora” (os valores dos outros e da sociedade como um todo). Juntando estas duas partes, nunca a necessidade do acolhimento ficou tão evidenciada.



Propagar nossa fé, nesse momento de incerteza e tanta dor humana, como a dor humano-divina do Cristo ressuscitado, é reconstruir com Ele o próprio sentido da vida. É desamarrarmos as sandálias e nos colocarmos na linha de frente em defesa dos valores que nos estão sendo arrancados.

Um prefeito de uma capital afirmou algo assim, para salvar o comércio: “Morra quem deve morrer, já que todos morreremos um dia”. Puro pragmatismo político de quem deveria zelar por seus comandados. É como diz o apóstolo Paulo na Carta a Timóteo (I Timóteo 6,10): “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos”.

Maria Rita Nascimento Pereira

Coordenadora da Pastoral da Educação da Arquidiocese de Uberaba

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