Ainda nos preocupamos com reforma agrária?

Atualizado: Ago 31

Senti dor no coração por um fato totalmente inesperado. Um grande contingente do MST, na semana passada, praticou um “assalto”, sumamente bem treinado, ao Palácio do Planalto.  Não compareceram para fazer mimos. A violência foi a tônica. É evidente que as forças de segurança intervieram. Apesar do uso de armas bastante benignas, de lado a lado, houve muitos feridos, especialmente entre os seguranças do espaço público. Foi um choque invernal na fama do movimento. Entre os muitos admiradores dessa organização, que tem finalidades pacíficas – entre os quais sempre me incluí – houve um arrefecimento colossal.  Então é isso que eles querem?  Não ficou evidente que o objetivo de face (a reforma agrária), era o foco do desencontro. Parecia que estavam envolvidos mais valores, sem descartar um sonho socialista de governo.

A situação agrária no Brasil merece muitos reparos. Desconheço um país que tenha tido uma inversão tão chocante entre habitantes do campo e da cidade.As cidades já contam com 90% da população. A maioria veio do meio rural, por não terem chances de desenvolvimento nas paisagens imensas do interior. E tudo indica que nunca mais vão retornar. E mesmo os que ainda continuam morando, diante das chances oferecidas pela cidade, já estão programados para evadir das dificuldades permanentes da lavoura: secas, enchentes, ventos, granizo, pragas, falta de crédito, maus preços, calor abrasante… Num próspero município do interior do Rio Grande do Sul, um sociólogo fez uma pesquisa entre os milhares de pequenos proprietários. A conclusão a que se chegou é que 83% dos proprietários não vão ter sucessor. Os filhos dessas famílias preferem ir à cidade, onde terão emprego e estudos, sem precisar suportar as inclemências da lavoura. Assim mesmo queremos ajudar a questão da terra. Não queremos combater o sucesso do agronegócio, que tem uma importância enorme para o Brasil. No entanto, nossos olhos se voltam especialmente para os pequenos produtores, para que eles tenham a proteção do poder público, e possam gerar alimentos para suas famílias e para o mundo. Ainda existem muitos agricultores que tem gosto e vocação para o amanho da terra. “Comerás à saciedade e bendirás o Senhor pela boa terra que te deu” (Deut 8, 10).

Dom Aloísio Roque Oppermann scj

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