CEBs da Arquidiocese de Uberaba participam do encontro sobre os 50 anos da Conferência de Medellín,

CEBs da Arquidiocese de Uberaba participam do encontro sobre os 50 anos da Conferência de Medellín,

Nos dias 22 e 23 de setembro de 2018 aconteceu em Passos (MG) um importante encontro de estudos intitulado: “Com Medellín, Deus passou pela América Latina”. A iniciativa celebrou os 50 anos de existência de um dos maiores eventos eclesiais do continente americano no século XX, a II Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, celebrada na cidade colombiana de Medellín, no ano de 1968.

Integrantes do Núcleo das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Arquidiocese de Uberaba foram convidados para o evento e estiveram presentes na cidade de Passos. O assessor, Pe. Manoel Godoy, fez uma rica exposição sobre o tema e mostrou que a Conferência de Medellín ainda se encontra viva e necessária para a realidade da Igreja e da sociedade no Século XXI. Os membros das CEBs de Uberaba, presentes no encontro, avaliaram que o Papa Francisco é “filho de Medellín”. Além disso, notaram a sintonia do tema abordado com o curso “Voltar a Jesus”, desenvolvido no Núcleo de CEBs de Uberaba, sob a coordenação do Pe. José Antônio Fontes.

Medellín busca um carisma profundo através da investigação da essência da mensagem de Jesus sobre o Projeto do Pai, o humano que sente Deus através de seu viver terrestre, na comunidade, no mundo. Na reflexão e na ação, cristãs e cristãos fazem visível o rosto de Deus. Justamente após Medellín teve grande impulsão o método ver-julgar-agir. E não à toa se diz que Medellín toca a essência do Cristo, que viu a realidade de seu povo, julgou se essa realidade estava em consonância com a Palavra do Pai, o Projeto que Deus tem para os seres humanos e, sendo necessário, agiu conforme Sua essência.

Como concluíram os bispos presentes na Conferência de Medellín em 1968, “para conhecer Deus é necessário conhecer o ser humano”, constatação advinda da necessidade de se fazer a Igreja mais próxima da realidade da vida humana, ideia em íntima harmonia ao Concílio Vaticano II, que havia ocorrido poucos anos antes, entre os anos de 1962 e 1965. Por consequência natural, na nossa realidade latino-americana não se faz ver o rosto de Deus sem sentir, assim como Jesus o fez, às necessidades daqueles em situação de maior exclusão e violência em sua dignidade como ser humano. Há que se ter sensibilidade para as causas históricas dessa situação e, como Jesus agiu, impulsionar reflexões e ações proféticas para alterar essa realidade de violação da dignidade humana. Daí a aproximação evangélica que fez marco e teve gestação na conferência de 1968, a conhecida expressão “opção preferencial pelos pobres”.

Medellín também foi importante para o surgimento da “Teologia da Libertação”, que se caracteriza como uma teologia dos “sinais dos tempos”, tendo em vista sua busca por profunda sintonia entre o Projeto de Deus que nos vem em maior grau pela mensagem evangélica e sua prática de vida entre os humanos. Não se trata de horizontalismo desviado de espiritualidade, como já se postulou de maneira preconceituosa. Ao contrário, advém de uma inquietação bíblica de se redescobrir a indissolubilidade entre Deus e a humanidade. A “Teologia da Libertação” coloca o Reino de Deus no centro da história e do viver humano, “assim na Terra, como no Céu”. Quer construir uma Igreja que não vive ensimesmada, mas transcende a seus limites, em saída para o mundo, como diz o Papa Francisco. E não apenas se contentando com o alívio do sofrimento humano, mas sim participando ativamente na transformação de qualquer manifestação opressora, por meio de práticas vinculadas a uma compreensão crítica da realidade, dom atribuído a nós humanos. Por isso a terminologia “libertadora”, no sentido maior de Vida no Projeto que Deus reservou à humanidade, vida em abundância.

Em sua explanação em Passos, o assessor Pe. Manoel Godoy visitou os relevantes dezesseis pontos constantes no documento das conclusões da Conferência de Medellín, uma análise à luz do Evangelho de questões cruciais para a sociedade, a exemplo dos temas da justiça, da paz, da desigualdade social e consequente violência, da família, da educação, bem como referentes à realidade eclesial, em relação a uma liturgia mais integrada na educação religiosa, mais próxima da realidade do povo de Deus, a uma catequese que leve o catequisando a relacionar sua realidade à essência da mensagem de Jesus.

A mesma ênfase foi dada à necessidade de uma formação sacerdotal em profunda consonância com esses valores cristãos. As pastorais, nessa conferência episcopal, que certamente teve influência na expressão do Papa Francisco “Igreja em saída”, também tiveram lugar de destaque. Outra questão de vanguarda tratada na Conferência de Medellín, por influência do Concílio Vaticano II, é a importância da participação de leigas e leigos nas decisões e ações da Igreja e da sociedade, uma forma de aprender democracia participativa, na Igreja e na sociedade. Não causa surpresa o fato das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) terem surgido e experimentado importante avanço após Medellín.


Resgatar e atualizar Medellín é buscar a essência de Jesus na realidade de nossas vidas latino-americanas. Como disseram os bispos que participaram da Conferência, é conhecer Deus, em profundidade e maturidade cristãs. Reflexões em total sintonia com o projeto libertador de Jesus Cristo, com os ensinamentos e práticas de nosso Papa Francisco.

Paz inquieta do Cruscificado-Ressucitado!

Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Arquidiocese de Uberaba.

Colaboração: Pe. Fontes, Leninha, Jurandir, Ricardo e Sônia.

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