Crise na Nicarágua

Em pleno século XXI assistimos atos de barbárie bem perto de nós, jogando por terra todo progresso humanitário e tecnológico conquistado nos últimos tempos. A Nicarágua está envolvida numa profunda crise, com atos de repressões e manifestações contra o governo de Daniel Ortega, realidade transformada em ditadura do poder, assassinando mais de 350 pessoas nesses três últimos meses.

Essa crise começou em abril deste ano de 2018, com a publicação de um decreto sobre reforma da previdência aumentando as contribuições de empresários e trabalhadores. Sugiram os protestos na capital Manágua provocando mortes, e se espalhando por outras cidades do país. Com isso o presidente Daniel Ortega mandou tirar do ar cinco canais de televisão independentes.

O presidente nicaraguense revogou o decreto, mas as manifestações com crescimento do número de mortes não pararam, exigindo agora a sua renúncia de presidente. Houve ocupação de universidade, abuso de força militar e conivência com grupos paramilitares. A Igreja Católica tentou, por várias vezes, mediar diálogos entre essas forças, mas sem conseguir sucesso.

As primeiras manifestações foram de trabalhadores, de indígenas e de estudantes. Depois entraram também os universitários e outros setores da sociedade. Na verdade, não há uma liderança única de oposição ao governo. A Polícia Nacional vem reprimindo as manifestações violentas e se pronunciou pedindo o fim da violência, mas não houve ainda uma atuação de defesa dos dois lados.

As mortes têm sido provocadas principalmente por grupos paramilitares, que circulam por algumas cidades fortemente armados e, no dizer de Ortega, eles não têm qualquer conexão com o governo. Em alguns locais a população tem bloqueado estradas e levantado barricadas nas ruas tentando conter a violência, que já matou em torno de 351 pessoas, 261 desaparecidos e mais de 2.100 feridos.

Em relação ao Brasil, a crise se agrava com a morte da brasileira Rayneia Gabrielle Lima em Manágua. Daniel Ortega está no poder desde 2007. O povo pede sua renúncia ou antecipação das eleições presidenciais para março de 2019. Ele quer as eleições em 2021. Os bispos que tentam mediar o diálogo são chamados de golpistas, sinal de que a crise não está perto de acabar.

Dom Paulo Mendes Peixoto Arcebispo de Uberaba.

Rezemos pela Nicarágua!


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