Dia Internacional da Mulher

No mês de março celebramos a luta das mulheres pelo reconhecimento e respeito a seus direitos básicos, tais como cidadania, igualdade de gênero, etc. Também é um convite à reflexão por dar maior visibilidade aos anseios, às pautas políticas femininas, ao lugar de fala da mulher.


O último ano foi especialmente importante para as mulheres. Com a pandemia, abriu-se uma brecha para as redes sociais de forma nunca vista, evidenciando temas que antes eram considerados tabus e, por esse motivo, acabavam sendo evitados. Entre tais temas está a violência doméstica contra a mulher.


O “fica em casa” está sendo ainda mais difícil para mulheres que convivem diariamente com os medos e inseguranças gerados pelo comportamento de seus parceiros, filhos, irmãos, netos, etc. E, quando falo de violência doméstica, não me refiro apenas à agressão física, mas a uma enorme gama de atitudes, desde pequenos comentários maldosos com o objetivo de diminuir a mulher até o ponto final da violência de gênero: o feminicídio.


Colocar a mulher em evidência escancara e coloca em discussão a importância da informação, da educação de jovens e adultos para que a visão fechada da sociedade machista e do papel de servidão imposto à mulher deixem de fazer parte da normalidade. É justamente a sociedade fundada em alicerces patriarcais que aceita e, pior, explica os motivos que levam um homem a sujeitar uma mulher à humilhação, à inferioridade, à violência, seja ela qual for.



As celebrações do mês de março têm-se tornado cada vez mais importantes, por mostrar a evolução de nossa sociedade em que as mulheres estão cada vez mais fortes e unidas, dispostas a lutar umas pelas outras, seja informando a quem essa mulher, vítima de violência de gênero, pode procurar, quais seus direitos, seja acolhendo, mostrando que ela não está sozinha e que, embora ainda haja muito a ser feito, pois mudar a estrutura de uma sociedade pode levar gerações, juntas, sem soltar as mãos umas das outras, a caminhada poderá ser longa, porém, mais fácil.


E não podemos esquecer que a família tem um papel muito importante na sociedade, pois a educação das próximas gerações é a base para modificarmos a forma como a mulher é vista e o papel que desempenha. Que os pais eduquem seus filhos para, no futuro, celebrarmos o mês da mulher como o mês da vida. Pois o amor à vida pode ser considerado uma virtude ampla o suficiente para abarcar a convivência pacífica e empática entre as pessoas.


Juciara Moura Limírio

Gerente do CIM - Centro Integrado da Mulher

Bacharel em Direito – Pós-Graduada em Direito Privado e em Violência Doméstica

Membro da Pastoral Familiar - Grupo São Miguel Arcanjo - MECE

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