Em reunião virtual, Consep busca concretizar ações do Pacto pela Vida e pelo Brasil

O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniu-se virtualmente na manhã desta quarta-feira, 19 de agosto, e discutiu ações concretas relacionadas ao Pacto pela Vida e pelo Brasil, do qual a CNBB é signatária.

A análise de conjuntura, um dos pontos da pauta da reunião, foi feita a partir do Pacto assinado por diversas instituições da sociedade civil em abril deste ano. O texto tem a ideia de unir a sociedade brasileira no exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis.


O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, indicou a intenção de definir na Presidência, nas Comissões e nos Conselhos Episcopais Regionais da entidade as tarefas “para que possamos ajudar de fato a pautar um novo cenário para a sociedade brasileira”.


Análise de conjuntura


Antes de discutir as ações concretas, a equipe de análise de conjuntura apresentou uma contextualização do Pacto pela Vida e pelo Brasil à luz das ciências sociais e da Doutrina Social da Igreja. O arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, introduziu a análise dizendo que “estamos marcados por tantas crises e sendo desafiados e solicitados em tantas frentes”. Assim como escrito no Pacto, dom Jaime ressaltou que “a vida está de tantos modos ameaçada”.


O bispo de Carolina (MA), dom Francisco Lima Soares, falou sobre a relação do Pacto e as ciências sociais, trazendo referências de estudiosos que analisam as relações na sociedade. O bispo falou que tem se encontrado no Brasil, inserido na crise da modernidade, “um funcionamento e desfuncionamento” e que “quando pensamos no Pacto pela Vida e pelo Brasil, vemos que a humanidade está sendo colocada à prova”.


“O que podemos fazer para que o amanhã possa ser melhor? Estamos diante de uma crise sanitária, econômica, social, política. Como construir um diálogo num momento como este?”, questionou o bispo, indicando, na sequência, a necessidade de “trabalhar a formação da cultura” dos agentes sociais, “na formação do ethos”.


O bispo de São Carlos (SP), dom Paulo Cezar Costa, relacionou o Pacto pela Vida e pelo Brasil com a Doutrina Social da Igreja. “O pacto é um texto muito interessante e é um texto pactuado entre a CNBB e outras instituições, por isso um texto mais laico, que precisa tomar forma no interno da igreja”, analisou.


Para dom Paulo, os conceitos fundamentais do pacto são também da Doutrina Social da Igreja, como o diálogo, a dignidade humana, a solidariedade e o bem comum.


Ações das comissões


Dom Walmor motivou uma reflexão na “perspectiva de operacionalização do Pacto pela Vida e pelo Brasil”. Os bispos e demais participantes da reunião do Consep apresentaram algumas sugestões que podem ser aplicadas de forma prática.


Dom Jaime sugeriu que a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, assim como os Conselhos Missionários, possa levar o pacto para a formação dos futuros presbíteros por meio do ensino da Doutrina Social da Igreja. A indicação foi acolhida pelos presidentes das Comissões para os Ministérios, dom Francisco Salm, e Ação Missionária, dom Odelir Magri.


Também surgiu a proposta de envolvimento ecumênico e inter-religioso através de outras igrejas cristãs e das comunidades judaica e islâmica no Pacto.


O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, dom Joaquim Mol, destacou que o Pacto deve trabalhar na perspectiva daquilo que pode virar realidade: as políticas públicas. O bispo sugeriu um exercício de avaliar o “que pode ser feito a partir de cada ponto no município, no estado e na federação”, além de apresentar as ideais do pacto nas eleições municipais deste ano.


A Comissão para a Ação Sociotransformadora já está trabalhando o conteúdo do pacto com os regionais e no dia 27 de agosto haverá partilha do que está sendo feito. O presidente da Comissão, dom José Valdeci Santos Mendes, relatou contatos com grupos da sociedade civil para buscar ações conjuntas.


No campo da Cultura e da Educação, o Pacto deve estar inserido em atividades, como o 20º Congresso da Pastoral da Educação, e reflexões da Comissão. O arcebispo de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão, dom João Justino de Medeiros Silva, recordou as reflexões sobre o retorno às aulas e a questão do homeschooling, relacionadas à pandemia e que devem receber a contribuição das ideias do pacto.


Também a Comissão para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial deverá colocar o Pacto dentro de suas reflexões e iniciativas. De acordo com dom Odelir Magri, mesmo sem pensar em ações concretas até o momento, a comissão vai aproveitar a reunião de criação dos grupos de trabalho sobre as ações do Programa Missionário Nacional para encaminhar a proposta.


O bispo de Tocantinópolis (TO) e presidente da Comissão Episcopal para o Laicato, dom Giovane Pereira de Melo, reforçou a importância de trabalhar o pacto no debate sobre as políticas públicas e sinalizou o Curso de Capacitação de Agentes de Políticas Públicas como oportunidade para concretizar o Pacto pela Vida e pelo Brasil.


Outros temas


Durante a reunião virtual, o Consep também tratou do processo de renovação estatutária da CNBB. A ideia é que o documento trate da atuação da Conferência e da Igreja no Brasil indicando “a partir de Jesus Cristo, uma igreja sinodal e missionária”. Até setembro, comissões e organismos terão o exercício de pensar em contribuições para o novo estatuto.

Os bispos também deram encaminhamentos relacionados às Campanhas da Fraternidade de 2021, que será ecumênica, e a escolha do tema da Campanha de 2022, que terá como tema Educação. Ainda receberam informes sobre a ação emergencial da Igreja no Brasil “É tempo de cuidar” e sobre as articulações em torno do projeto do Papa Francisco “Economia de Francisco e Clara”.


Fonte: CNBB

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