Feliz... O que mesmo?

Atualizado: 14 de Dez de 2020


Olá!

Você já teve a impressão de que algumas (pra não dizer muitas) pessoas se esqueceram do motivo das festas de fim-de-ano?


Almoços em restaurantes onde mal conseguimos ouvir quem está do outro lado da mesa, ceias fartas de guloseimas próprias de outras culturas, amigos nada ocultos com presentes que nem surpresa causam... – cá entre nós, eu também gosto disso. Mas você sabe que tudo isso é secundário, não é mesmo? E talvez essa pandemia venha a confirmar isso, contrariando nossos desejos.


Lembro-me, quando criança, que em todos os anos, na noite de 24 de dezembro, meus pais e eu nos reuníamos com um casal de tios, em seu pequeno apartamento. Tão pequeno que nós cinco já “lotávamos” a sala. A mesa, porém, era farta, tudo preparado com amor e simplicidade por minha tia. Não éramos um modelo de família cristã, nem me lembro de ir à missa naqueles dias, mas uma coisa era marcante naquelas noites.


Logo na entrada do apartamento de meus tios, escondido pela porta quando aberta, havia um lindo presépio. Na verdade, era sempre o mesmo, com peças comuns, mas as mãos habilidosas de minha tia transformavam uma folha de papel de tons acinzentados em uma gruta de um realismo fantástico. Só a visão daquele presépio bastava para mim.


De fato, o presépio pode ser o sinal mais visível do motivo e do sentido do que deve ser celebrado nestes tempos. A começar por um tempo de espera, não uma espera passiva, mas de preparação concreta para o momento que, embora não seja o mais importante da liturgia católica, nos renova a esperança de “novos tempos”. Esperança que se humaniza, mediante uma imaculada conceição, quase renegada, enfim acolhida inteiramente no coração de um bom homem, tornando algo antigo em sagrado: a família.


A família não requer riqueza para ser sagrada. Assim como o presépio de minha tia, amor e simplicidade são os “materiais” básicos para construir o templo onde nasce e vive a Paz, prenúncio do verdadeiro Reino.


Que você e sua família superem toda dificuldade e tenham verdadeiramente um...

Feliz Natal!


Luiz Villela

“in viam pacis”

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