Horizonte da Assembleia Eclesial


“Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade” (Raul Seixas, Prelúdio). É com esse esperançar que nos unimos para preparar os caminhos da Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe, momento único vivido em nossa Igreja. Todo o povo de Deus tem agora voz e vez para manifestar o desejo de reconstruir uma Igreja a partir do documento de Aparecida e dos horizontes apresentados pelo Papa Francisco: novos caminhos, novos compromissos sem exclusão. Uma Igreja profética, servidora, simples, em saída, colocando-se a serviço da vida, testemunhando todo projeto de Deus! É com essa esperança e compromisso que a Sônia caminha junto com a Comissão Arquidiocesana de Animação da Assembleia Eclesial. Sônia Regina Corrêa Chagas participa do Núcleo de CEBs, Escola de Fé e Política, Conselho Arquidiocesano de Leigos e Leigas e Conselho de Pastoral da Paróquia de Santa Maria Mãe da Igreja.


“A Igreja se dá na partilha do pão”. A partir dessas palavras do Papa Francisco, em consonância com as orientações da CNBB, no sentido de que “todas as forças evangelizadoras” são convidadas à “escuta mútua em torno de questões comuns”, entendemos que a Assembleia Eclesial deseja acolher a voz dos(as) leigos(as) espalhados(as) pela América Latina e Caribe, ouvindo suas dores, sofrimentos, alegrias e desejos. Nesse sentido, a Igreja amplia a visão sobre o povo em suas diversidades e abre ainda mais as portas para a missão evangelizadora. É o que nos afirma Mirna Spirandelli, membro do Conselho Arquidiocesano de Leigos e Leigas, Ministra da Ordem Franciscana Secular (OFS) e coordenadora da Comunidade Santa Clara de Assis (Paróquia Sagrada Família - Uberaba).

Além de escutar o Povo de Deus sobre questões relativas à vida da Igreja, a Assembleia Eclesial deseja escutar também o parecer relativo a questões sociais. Segundo Wanderley Pedrosa, no Brasil a participação social ganhou força a partir da década de 1980, com os movimentos e organizações sociais, uma luta da Igreja Católica que foi caracterizada como uma nova forma de intervenção social por melhores condições de vida da população brasileira. Hoje, a participação tornou-se cidadã e é um dos modos de lutar contra as injustiças sociais marcantes em nosso país. Nesse momento histórico, a Igreja abre as portas para uma transformação social à luz do olhar do povo de Deus, ao convocar toda a sociedade latino-americana e caribenha para participar da Assembleia Eclesial. Nossa participação é uma conquista. A transformação social da Igreja do povo de Deus depende de nossa participação como sociedade que luta por dias melhores. Wanderley Pedrosa atua em Frutal como educador e assistente social.

Desde a Conferência Geral do Episcopado Latino-americano de Medellín (1968) até Aparecida (2007), a Igreja vem procurando traçar caminhos para os discípulos missionários que buscam, de fato, conscientizar as pessoas de que somos todos cristãos batizados comprometidos. Agora, por meio da participação no processo de escuta, a Igreja convida a todos para verem a realidade, identificarem os anseios e, assim, proporem planos de ação, agindo rumo à conversão e à construção de um novo caminho eclesial. Nesse sentido, a Assembleia Eclesial torna possível conhecer os problemas que os novos tempos nos trazem. Ao escutar o Povo de Deus, abre-se espaço para um novo tempo de reflexão sobre a evangelização que gera vida e que leva as pessoas a terem sede de Jesus Cristo e de seu Reino. É dessa forma que Rosária e sua filha Ana Paula, Presidente e Secretária do Conselho Arquidiocesano de Leigos e Leigas e atuantes na Paróquia Santa Bárbara, entendem a importância da Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe para a Igreja.


Comissão Arquidiocesana de Animação

101 visualizações

Posts recentes

Ver tudo