Ideia brilhante em comemorar o centenário de D. Benedito

Este sacerdote de Deus, tão ilustre não poderia passar sem uma homenagem na nossa arquidiocese. A minha convivência com ele não teve a proximidade que eu tanto gostaria para apreender de tanta sabedoria na formação e na vivência da Fé. Muitos terão relatos interessantes da vida desse sacerdote, encontros proveitosos em que puderam desfrutar de sua presença e de suas homilias. Lembro-me, como se fosse hoje, em uma de suas palestras, chamou a atenção dos presentes para que nunca, ao passarmos por uma igreja, deixar de fazer o nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo dizendo: “Graças e Louvores sejam dados a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”, por três vezes. Um hábito meu, há anos praticado.


Mas gostaria de comentar um pouco da história dele, relatada por ele próprio, no seu livro ENTARDECENDO. Penso que achou propício o momento de rememorar a sua trajetória de vida, relembrando os momentos da infância e do seu caminhar na estrada da Fé que o levou a tomar a decisão de dizer um SIM a Deus.


Nascido em um lar profundamente religioso, destaca duas recordações. Mas gostaria de comentar um pouco da história dele, relatada por ele próprio, no seu livro ENTARDECENDO. Penso que achou propício o momento de rememorar a sua trajetória de vida, relembrando os momentos da infância e do seu caminhar na estrada da Fé que o levou a tomar a decisão de dizer um SIM a Deus.


Aos sete anos de idade fez a sua primeira comunhão e passou a ser coroinha. Tão pequeno que sozinho não conseguia colocar o missal sobre o altar. Aos oito anos, sua irmã que sofreu paralisia infantil, invocando Nossa Senhora Aparecida, jogou fora as muletas e saiu andando.


Com a entrada de Nossa Senhora na sua casa, sentiu ter sido uma das manifestações de Deus, que chamou para si aquele que Ele quis.


Desde pequeno já tinha o desejo de ser padre. Sua casa era frequentada por padres e toda a família o apoiou porque sentiu que era essa a sua vocação.


A experiência como seminarista no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, foi, para ele, um dos mais eficientes centros de formação sacerdotal, durante muitos anos com professores altamente preparados, espiritualidade forte, ambiente sadio, de convivência fraterna e promissora”.


Foi ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 1948 por Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, Arcebispo de São Paulo, que considerava um dos maiores Bispos do Brasil. Nomeado Bispo auxiliar de São Paulo, pelo Papa Paulo VI, tempo esse em que considerou como uma escola de pós graduação porque o aprendizado foi profícuo. Em 1978, o Santo Padre o enviou para assumir a Arquidiocese de Uberaba.


Sua primeira preocupação foi o Seminário, fechado a dez anos. Com o clero e os leigos engajados elaborou sete planos de pastoral. Teve muitas dificuldades, momentos fortes, recordações alegres.


Marcante dessa obra, Entardecendo, é quando ele afirma que “a ressureição é o fundamento de nossa esperança cristã: alguma coisa maior que o mundo e mais linda que o mar, que é a vida, a plenitude da vida. A vida terrena, cheia de paz e de convivência humana, cheia da bênção de Deus, da graça divina. Uma vida que não termina com a morte porque a morte para nós é túnel luminoso, que atravessamos para estar do outro lado. A vida não termina com a morte, mas continua com a plenitude em Deus. Esta esperança nos vem da Ressurreição de Jesus Cristo”.


A profundidade desse pensamento vem nos fortalecer na fé cristã, onde a promessa de Jesus Cristo nos garante uma vida eterna. Depende de nossas escolhas. Obrigada D. Benedito!


Ieda Lucia Prado Marquez


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