Mês do Dízimo


Tornou-se uma tradição, na Arquidiocese de Uberaba, o mês de julho como tempo e espaço propício de conscientização sobre o sentido do dízimo nas comunidades paroquiais. Uma prática que deve continuar, mas contando com o apoio e incentivo dos sacerdotes, diáconos, agentes da Pastoral do Dízimo, lideranças cristãs e todo o povo de Deus. O dízimo só tem sentido quando bem entendido.

A primeira ideia sobre o dízimo está apoiada na palavra “gratidão”. Portanto, não é pagamento, mas expressão de afetividade e amor humano-divino. A partilha do dízimo, de forma estável, é querida por Deus, fundamentada na Bíblia e saudável para atender às necessidades da vida comunitária. Ela deve ser de forma consciente e livre, expressando diante de Deus e da comunidade o valor da vida.


No Antigo Testamento pode-se encontrar uma infinidade de textos falando sobre o dízimo, do gesto de gratidão a Deus por todos os dons que são recebidos na vida diária. No Novo Testamento não aparece o termo “dízimo”, mas Jesus reclama quando dez pessoas foram curadas e apenas uma voltou para agradecer (conf. Lc 17,17-18). A gratidão se expressa em gestos concretos de partilha.

O Apóstolo Paulo reafirma o gesto da doação sistemática ao falar para o povo da cidade de Corinto: “Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria” (II Cor 9,7). A palavra dízimo, no AT, sugere dez por cento como partilha. No NT, São Paulo dá destaque para o gesto da consciência, que vem da decisão livre do coração.


O objetivo principal desta matéria é motivar as nossas lideranças cristãs e todos os arquidiocesanos e paroquianos no sentido de valorizar o mês de conscientização sobre o dízimo. A Coordenação dessa Pastoral, na assessoria do Pe. Alexandre Ferreira Margarido, vai apresentar sugestões pertinentes ao tema. Os frutos vão depender do esforço de todos os párocos e agentes da Pastoral do Dízimo.

Um detalhe importante é a unidade entre todas as Paróquias da Arquidiocese em vista da realização do projeto de formação. Se é pulsar do coração, isso só acontece com a evolução do processo de conscientização. A gratidão é gesto de sensibilidade diante de Deus e do valor dado à vida. Como resposta ao gesto de partilha, Deus não deixa que o dizimista fique sem amparo na condução de sua vida.


Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba

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