Maria era imaculada? Sim, voltemo-nos para o texto original do Novo Testamento!

Hoje, a Igreja celebra o dogma e a solenidade litúrgica da imaculada concepção de Maria, ou seja, ela nasceu santa, sem a mancha do pecado original com a qual todo ser humano nasce. Mas isso é possível, sendo que todo ser humano nasce com a mancha de Adão e Eva? Sim, pois primeiramente, ‘‘para Deus nada é impossível’’ (Lc 1,37). Contudo, a Igreja em sua sabedoria de 2.000 anos de existência (pois é Mãe e Mestra da Verdade) não atesta a santidade originária de Maria apenas nas condições de possibilidade de Deus (que são ilimitadas) de santificá-la, mas também no próprio texto bíblico, que é fruto da fé original das primeiras comunidades.



O texto bíblico não foi, certamente, escrito em português, mas em grego, uma língua que tem muitas particularidades. E em uma dessas particularidades linguísticas está o atestado escrito da santidade originária de Maria. Para ser mais exato em Lc 1,28, na fala do Anjo, que na Bíblia é a figura que simboliza a presença do próprio Deus (na Tradição bíblica, quando o Anjo fala, é Deus quem fala). O Anjo anuncia: ‘‘Alegra-te, cheia de graça ...’’ (em grego: Χαῖρε, κεχαριτωμένη / ‘‘Chaire, kecharitômené’’ / Leia-se: Ráire, kerraritoméne). A expressão ‘‘cheia de graça’’ pode ser traduzida também por ‘‘agraciada ou plenificada com graça’’, pois na língua grega esta expressão está no passado. Ela já se encontra cheia de graça quando o Anjo a saúda.


Aqui, o tempo passado da expressão ‘‘cheia de graça’’ em grego diz tudo! Maria já foi agraciada em algum momento do passado antes da anunciação do Anjo. Nos estudos bíblicos, este é o ‘‘tempo do particípio passivo perfeito’’. O ‘‘particípio’’ enuncia uma ação passada pontual, o ‘‘passivo’’ enuncia que Maria foi agraciada por alguém, e não foi ela mesma que se agraciou, e o ‘‘perfeito’’ enuncia que é uma ação passada cujos efeitos continuam atuando no presente. As traduções mais antigas desta passagem (traduções midráxicas) eram interpretadas da seguinte forma: ‘‘Alegra-te Maria, que foste um dia no passado preenchida da Graça e continuas neste momento preenchida desta mesma Graça’’.

Mas não poderia ser em qualquer momento? Porque na concepção? Porque, segundo São João, o Verbo já existia desde o princípio (Jo 1,1) e sua Divina Encarnação já fazia parte do Plano de Salvação de Deus, estando Maria já inclusa neste Plano para ser a Mãe do Salvador. E como Mãe do Salvador, não poderia habitar o Espírito de Deus em um templo manchado pelo pecado original: Deus não habita nem prova do pecado. Negar a santidade de Maria é afirmar que Jesus nasceu de uma mãe impura, manchada pelo pecado. É negar a ação de Deus que afirmou que ela já fora agraciada no passado (Lc 1,28). Negar a Imaculada Concepção da Virgem é negar que Jesus é Deus, pois Deus não seria gerado em um seio impuro.


Salve Maria Imaculada, pois encontraste graça diante de Deus! (Lc 1,30).


Sem. Pablo Borges

4º ano de Teologia - Arquidiocese de Uberaba

8 visualizações
Contato

Praça Dom Eduardo, 56 - Bairro Mercês - Uberaba - MG

(34) 3312-9565

Redes Sociais

Facebook

Instagram

Twitter​

Youtube

Inscreva-se

INFORMAÇÕES

Praça Dom Eduardo, nº 56 - Mercês
Uberaba-MG - CEP: 38060-280
Tel: (34) 3312-9565

  • Secretaria / Chancelaria Ramal 1

  • Financeiro Ramal 2

  • Patrimônio Ramal 3

  • Tribunal Eclesiástico Ramal 4

  • Secretaria de Pastoral Ramal 5

curia.arquidiocesedeuberaba@gmail.com

ASSESSORIA DE IMPRENSA DA ARQUIDIOCESE DE UBERABA

HORÁRIOS DE ATENDIMENTO

  • Segunda a Sexta: 8h às 12h e 14h às 17h.

COMISSÃO ARQUIDIOCESANA PARA A PROTEÇÃO DE MENORES E DE PESSOAS VULNERÁVEIS - CAPMPV

TVs Católicas

Produzido pela pascom arquidiocesana

© 2019 by Arquidiocese de Uberaba

Pública na Rede

Minas Gerais - Brasil

  • Facebook da Arquidiocese de Uberaba
  • Instagram da Arquidiocese de Uberaba
  • Twitter da Arquidiocese de Uberaba
  • Youtube da Arquidiocese de Uberaba
  • Spotify ícone social