Mas afinal, por que celebrar Dom Benedito?


No dia 17 de outubro de 2020, Dom Benedicto de Ulhôa Vieira completaria 100 anos. Com isso, a Arquidiocese de Uberaba está colocando em prática diversas ações para marcar o seu centenário: a criação do hotsite comemorativo, gravação e publicação de depoimentos sobre o Arcebispo, a construção e inauguração de um busto em sua homenagem, divulgação de frases importantes ditas por ele, além da peregrinação dos sinais de sua caminhada episcopal pelas paróquias da Arquidiocese, e da escrita de uma biografia.

Através de consultas ao acervo pessoal de Dom Benedito, e do arquivo da Arquidiocese, Vera Cruz Garcia está produzindo uma biografia completa, que começará a ser corrigida e diagramada em poucos dias. Logo teremos o lançamento do livro que contará a história do grande pastor que Uberaba teve!





Para muitos presbíteros, especialmente de nossa Arquidiocese, celebrar o centenário de Dom Benedito é algo “óbvio”: acolheu-os como um pai acolhe um filho, despertou várias vocações sacerdotais, orientou e apascentou suas ovelhas, da melhor maneira que Deus poderia lhe proporcionar. Mas precisamos recordar alguns feitos de Dom Benedito, para entendermos a real grandiosidade destas comemorações.

Dom Benedito, além de Arcebispo, já foi professor, Vice-Reitor, Capelão, Vigário Geral, Vice-Presidente da CNBB e membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, além de ter sido nomeado, pelo Papa Paulo VI, como bispo auxiliar de São Paulo. Foi apenas em 1978 que veio para Uberaba, tomando posse como Arcebispo Metropolitano.

Durante a sua caminhada episcopal, foi concelebrante da sagração episcopal de sete bispos, incluindo o seu sucessor, Dom Aloísio Roque Oppermann, SCJ. Dom Benedito também ordenou, até o ano de 2007, 59 padres, sendo 31 apenas na Arquidiocese de Uberaba.




Já em Uberaba, o Arcebispo elevou a igreja da Abadia a Santuário de Nossa Senhora da Abadia, por ser a principal igreja de devoção popular a Nossa Senhora, em Uberaba. Em seu tempo, conforme determinação superior, instituiu na Arquidiocese o Curso “Propedêutico” na Paróquia Santa Teresinha, como preparação imediata ao Curso de Filosofia dos seminaristas. Em 1980, na sua primeira visita de entrega de relatórios eclesiásticos “ad limina”, em Roma, foi recebido pelo Papa João Paulo II, ocasião em que o Papa recomendou a assídua visita de Nossa Senhora às famílias, para a preservação da fé católica.

Seu mandato em nossa Arquidiocese se destacou por duas características: firme liderança em necessárias realizações e zelo pastoral. Deve-se à liderança pastoral de Dom Benedito: a reabertura do Seminário São José na construção do novo prédio no Jardim Induberaba; a construção da residência episcopal atrás do Santuário da Abadia; a animação das periódicas reuniões do clero; a criação de 11 paróquias na Arquidiocese; a criação da Comissão dos Direitos Humanos; a reforma da catedral, elevando o piso do presbitério, trazendo o altar um pouco mais para a frente, colocando luz indireta no alto das colunas e até dotando-a do jazigo destinado aos bispos, inaugurado com a transladação dos ossos de Dom Eduardo, primeiro Bispo de Uberaba, do Rio de Janeiro, onde ele morreu, para Uberaba.

Em sinal de tradicional respeito às igrejas, realizou a dedicação da Catedral, da “Adoração”, da matriz de Pedrinópolis e da Igreja Abacial das Monjas Beneditinas. Cuidou do importante dever episcopal de visitas pastorais às paróquias que, em 18 anos foram 4 vezes visitadas.

É necessário o reconhecimento da figura de Dom Benedito para a nossa Igreja. Não somente pelo zelo e carinho que sempre teve com seus “fiões”, como chamava os presbíteros, mas com toda a sua importância pastoral. Acompanhe as redes sociais da Arquidiocese e informe-se sobre as festividades do Centenário, porque Dom Benedito “Foi dado a nós como um dos anjos da Igreja de Uberaba e quis ficar conosco até o fim de sua vida na terra!” (Monsenhor Valmir Ribeiro).


Ana Luísa Andrade

Assessora de Imprensa da Arquidiocese de Uberaba

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