Missão


A fonte da missão é o Deus-Amor,«amor fontal» isto é, caridade de Deus-Pai (A G 2), o ágape divino, que coincide com a pessoa do Pai, a raiz de um movimento de amor.

O Pai é o primeiro missionário e o é porque, em seu livre e misericordioso amor, se comunica com todos. Esta verdade sobre Deus-Pai revela à humanidade inteira a certeza de tê-Lo ao próprio lado como aquele que partilha nossa vida e acompanha nosso caminho. O Pai que enviou o Filho para a salvação de seu povo. E o Pai e o Filho enviaram o Espírito para realizar no interior dos corações sua obra salvadora e impelir a Igreja a sua própria libertação (AG 1-5).

A missão da Igreja e de todos os batizados, portanto, tem sua origem nessa dinâmica do amor que desce sobre a terra, encarna-se assumindo a condição humana e nos envolve, como extensão da Missio Dei na obra de salvação. A Igreja, em obediência ao mandato de seu fundador, vai a “todos os povos e nações” (cf. Mt 10,6), com o desejo de reunir todas as forças dos fiéis, para que o Reino de Deus se difunda a todos os povos e nações (Cf. Mc 16,15). Portanto, Missio Dei é amor que ultrapassa todos os limites e fronteiras.


A partir dessa compreensão, o missionário, a missionária não realizam a missão pessoal ou de um grupo, ou ainda de uma associação, mas a missão de Deus dada a conhecer na vida, nos ensinamentos e nos feitos de Jesus Cristo. O documento conciliar Ad Gentes reforça: “Aquilo que uma vez foi pregado pelo Senhor ou aquilo que n'Ele se operou para salvação do gênero humano, deve ser proclamado e espalhado até aos confins da terra, começando por Jerusalém, de modo que tudo quanto foi feito, uma vez por todas, pela salvação dos homens, alcance seu efeito em todos, no decurso dos tempos”.

O Papa Francisco tem relevado muito nestes últimos anos a vida das pessoas marcada pelo otimismo, esperança e alegria no encontro pessoal com Jesus, daqueles que se deixam salvar por Ele e são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento.


Os modelos de evangelizadores nos deixam pistas, indicando-nos que sem uma familiaridade profunda com o Evangelho, com a Palavra de Deus não conseguiremos ser a extensão da Missio Dei, proclamando o Reino com nossa vida, cada vez mais semelhante à vida de Jesus Cristo. Com Jesus Cristo, que encontramos no Evangelho, renasce sem cessar a alegria, insiste o Papa. E toda pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros. E, uma vez comunicado, o bem se radica e desenvolve. Por isso, quem deseja viver com dignidade e em plenitude não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar seu bem.

Nós, irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus, procuramos viver nossa consagração seguindo Jesus Cristo com radicalidade, a serviço da missão da Igreja. Procuramos testemunhar a força restauradora do Evangelho da vida, com atenção permanente aos sinais dos tempos, para revelar através de nossa presença e ação o rosto misericordioso de Deus, especialmente aos pobres e àqueles em condição de risco nas periferias existenciais.

Fazemo-nos presentes nas obras direcionadas à educação, à assistência social, à evangelização nas regiões missionárias através da inserção na realidade eclesial, oferecendo nossa participação nos diversos ministérios e pastorais. Queremos realizar o desejo da Santa das Missões, Teresa do Menino Jesus: “Amar Jesus e fazer com que todos O amem”.


Ir. Cecilia Tada, cmstji

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