O jeito de Jesus

Olá!

Você se lembra da passagem bíblica conhecida como “os discípulos de Emaús” (Lc 24,13-35)? Ela narra o encontro de dois homens com Jesus, após sua ressurreição, em uma estrada saindo de Jerusalém em direção ao povoado de Emaús.

Na primeira parte da narrativa (versículos 13 a 24), Jesus se aproxima daqueles dois homens entristecidos – que não o reconheceram – e caminha com eles, apenas ouvindo o que eles conversavam a respeito da paixão, morte e ressurreição do Cristo, sem se intrometer, até se fazendo de sonso, como se não soubesse de nada.

Na segunda parte (versículos 25 a 27), Jesus revela todo o conhecimento “escondido” nas Sagradas Escrituras, tudo o que estava escrito sobre o Messias e que aqueles homens não compreendiam.



Na terceira parte (versículos 28 a 32), Jesus revela a si mesmo àqueles homens, cujos corações arderam ao ouvir a Palavra de Deus e o reconheceram na fração do pão.

Finalmente (versículos 33 a 35), aqueles homens foram depressa dar testemunho da ressurreição de Jesus aos apóstolos, que ainda não entendiam o que tinha acontecido.

O itinerário percorrido por Jesus nos revela seu jeito de conduzir-nos no caminho da salvação.

Pra começar, Ele se aproxima de nós, não nos julga, quer conhecer-nos melhor antes de entrar em nossas vidas. Olha para nós e nem percebemos.

Em seguida, Ele nos ilumina, apresentando e explicando a Palavra de Deus, semeando-a em nossos corações. Torna novo o que sempre existiu.

Depois, Ele entra em nossas casas, em nossas comunidades porque assim queremos, quando sentimos a paz e o bem em sua presença. Celebra sua memória, em comunhão com nossos irmãos.


Enfim, parece que desaparece – perdoem-me a cacofonia – quando na verdade Ele nos dá a oportunidade de cumprirmos nossa missão: sermos também nós anunciadores da Boa Nova.

É curioso notar que, em meio aos acontecimentos trágicos em torno de Jesus, aqueles discípulos voltavam para casa abatidos, afastando-se de Jerusalém, cujo nome significa “Cidade da Paz”. Quantas vezes, em meio às tribulações, nós também nos decepcionamos, nos afastamos da Paz, nos afastamos do Templo, nos afastamos de Deus. Nesses momentos, Jesus vem a nosso encontro, de certa forma invertendo a ordem natural das coisas, resgatando nossas vidas, como faz o Bom Pastor com a ovelha perdida.

Neste mês da Bíblia, lembrei-me particularmente dessa passagem e pensei: Felizes somos nós que sentimos a Palavra arder em nossos corações!


Luiz Villela

“in viam pacis”

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