Outubro e os diversos rostos de Maria


Entramos no mês de outubro e há muita coisa a comemorar, mesmo nestes tempos de tantas incertezas. Um mês para celebrar datas significativas com alegria, como o dia 12 (Nossa Senhora Aparecida e as crianças) ou 15 (os professores). De nossa Mãe Aparecida, antes de tudo um olhar de compaixão sobre nossos destinos, visto representar o alicerce de nossa esperança. Com ela podemos celebrar o presente com um olhar num futuro melhor para todos nós, cristãos ou não, principalmente para a Pastoral da Educação.

Uma mulher que anunciou ainda em seu ventre um novo tempo. O tempo da pluralidade do amor! Um amor sem fronteiras que traz o respeito às diversas histórias de vida e culturas. Isto é bem compreendido quando a expressão de seu rosto vai tomando forma e sentido nos lugares por onde as pessoas, com sua fé, a assumem como a orientadora espiritual desde sua simplicidade e disponibilidade em prol dos mais necessitados, em tempos inclusive de pandemia.


Ela é, sem sombra de dúvida, Maria, mãe de todos nós e mulher guerreira, expressa nas mulheres negras, maltratadas, doentes, humilhadas, sofredoras, quilombolas, índias, sem tetos/sem terras e excluídas, mas, acima de tudo, fortalecida por uma fé inabalável. São estas características fundamentadas no sofrimento e na esperança que constroem em nós, seres frágeis, a própria expressão real de quem acolhe em seu seio o sofrimento de diversos povos. Lembro-me agora da passagem de uma música do Padre Zezinho, que expressa a simplicidade das atitudes presentes nas diversas mulheres com a expressão de Nossa Senhora Aparecida. “Virgem tão serena / Senhora destes povos tão sofridos / Patrona dos pequenos e oprimidos / Derrama sobre nós as tuas graças”.

Sobre o dia 15, a presença inconteste de tantas professoras e professores, imbuídos deste amor fraterno e de acolhimento de imensuráveis rostos que se misturam num mesmo contexto de trabalho intenso; nosso tempo vai nos revelando o próprio rosto de Maria presente na formação de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Esse rosto de nossa Mãe Aparecida se expressa como compaixão e acolhida sob a responsabilidade da garantia de um ensino-aprendizagem regado de valores cristãos, sendo também uma forma de pastoral. Como afirmou Cristo a seus apóstolos, sob o olhar compreensivo de sua Mãe: Portanto, ide e ensinai a todas as nações. Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura” (Mt 28,16-20).

Maria Rita Nascimento Pereira

Coordenadora da Pastoral da Educação

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