Pe. Vítor Coelho de Almeida recebe estátua em sua homenagem, na cidade de Sacramento/MG

No dia 22 de setembro, fazemos memória do nascimento do Servo de Deus, Padre Vítor Coelho de Almeida, acontecido no ano de 1899 em Sacramento/MG. Com o processo de beatificação em andamento, Padre Vítor será homenageado com a inauguração de uma estátua, ao lado da Paróquia Basílica do Santíssimo Sacramento, onde ele foi batizado.


A inauguração acontece neste dia 22/09, às 18h, seguida de Missa Campal às 19h, e será transmitida pelas redes sociais da Arquidiocese e da Basílica. Teremos a presença do Arcebispo Metropolitano, Dom Paulo Mendes Peixoto, dos missionários redentoristas de Aparecida, e de padres diocesanos de nossa Arquidiocese. Acompanhe pelos links abaixo:


Facebook da Arquidiocese de Uberaba

Youtube da Arquidiocese de Uberaba

Facebook da Paróquia Basílica do Santíssimo Sacramento

Youtube da Rádio Sacramento


Acompanhe a causa de beatificação do Padre Vítor Coelho de Almeida


Padre Vítor Coelho de Almeida nasceu no dia 22 de setembro de 1899, em Sacramento (MG) e faleceu em 21 de  julho de 1987, aos 87 anos. Como um Missionário Redentorista ganhou destaque a partir de seu apostolado nas Santas Missões, Rádio Aparecida e Santuário Nacional. Em vida ele já era considerado santo por muitos devotos e mesmo após mais de 30 anos de sua morte, os relatos  continuam a chegar perpetuando sua memória e ministério. 


Passados 11 anos após a sua morte, diante da grande devoção manifestada pelo povo, a Arquidiocese de Aparecida deu início ao processo de beatificação e canonização no dia da solenidade de Nossa Senhora Aparecida em 1998. Passando a reunir todas as informações sobre a sua trajetória de vida. 


O desenvolvimento da causa teve um primeiro momento significativo em 2006 com o encerramento da fase diocesana do processo de beatificação que reuniu diversos documentos e detalhado inquérito sobre a vida, obra e heroicidade de suas virtudes. Todo esse material foi enviado à Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, para análise e instrução.


Na  época, os médicos informaram que, se a criança viesse a nascer, teria vários problemas e a mãe não sobreviveria. Essa mãe superou esses problemas e a criança nasceu com plena saúde. A mãe, inclusive, chegou a ter ainda um segundo filho.  Com isso, a causa do "Apóstolo de Aparecida" avançou significativamente.


Na ocasião do encerramento desta possível graça, o arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Moacir Silva, presidiu a sessão que contou com a presença de Dom Darci José Nicioli, C.Ss.R, vice postulador da causa de beatificação e arcebispo de Diamantina (MG); padre Antônio Carlos Santana, Juiz do Tribunal e Delegado da Investigação da Causa; padre Antônio de Pádua Dias, Promotor de Justiça; e padre José Sidney Gouvêa Lima, notário.

Participou também a religiosa do Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, Irmã Pierpaula de Farias, que coordena os trabalhos da execução prática da causa; a miraculada Edilene Pavão Geraldini; o padre Luís Gustavo Tenan Benzi, coordenador de pastoral da Arquidiocese; colaboradores do Tribunal de Ribeirão Preto e um grupo de amigos e familiares da senhora Edilene.   


“Para a Arquidiocese de Ribeirão Preto é motivo de alegria e gratidão por mérito do padre Vítor que por aqui também esteve pregando as Santas Missões, e pelo fato, também de modo especial, por ter realizado o possível milagre aqui na cidade de Ribeirão Preto”, disse Dom Moacir na cerimônia. 


Dom Darci Nicioli em entrevista ao A12 esclareceu sobre a possível graça especial pela intercessão do Apóstolo de Aparecida apresentada ao Vaticano, na época.

"Levamos três eventos, três acontecimentos narrados por pessoas que entenderam ser graças especiais. Dentre esses três eventos, acontecimentos, que levamos e apresentamos em Roma para a postulação geral, um deles depois de análise de peritos foi considerado como cientificamente inexplicável. Então possivelmente haja neste caso a identificação de uma graça especial", disse. 


Agora, espera-se a obtenção de outros decretos relacionados ao processo pela Congregação para a Causa dos Santos. Entre eles, o da cura que se for considerada inexplicável haverá confirmação do processo aberto em Ribeirão Preto e o Servo de Deus Padre Vítor Coelho de Almeida poderá ser declarado beato da Igreja Católica e ser venerado pelo povo.


Para estas fases não existe um período a aguardar, então pede-se a oração do povo de Deus e que sua história seja divulgada e perpetuada. 


Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida.


Conheça sua história


Pe. Vítor nasceu na cidade de Sacramento/MG, em 22 de setembro de 1899, onde também foi batizado. Era filho de Leão Coelho de Almeida e Maria Sebastiana Alves Moreira. Seu pai era natural de São João da Barra (RJ). Não teve formação religiosa e por isso, não era um católico praticante. Tornou-se, porém, um católico fervoroso  em 1911, após ter alcançado a promessa de colocar seu filho Vítor em colégio católico. Sua mãe, natural de Sacramento (MG), era uma mulher meiga e piedosa. Ambos se casaram na matriz de Sacramento, a 20 de janeiro de 1897, tendo 5 filhos. Leão foi professor primário na região do Triângulo Mineiro. A mãe faleceu ainda jovem, de tuberculose, e o pai Leão ultrapassou os 90 anos.


Vítor foi o segundo filho e teve uma infância atribulada. De temperamento extrovertido não foi uma criança dócil e piedosa, tornando-se a cruz de seu pai. Aos 7 anos esteve à morte por três dias, com febre alta que comprometeu seus pulmões. Em duas outras ocasiões a tuberculose ameaçou sua vida: em 1921, quando estudava Teologia na Alemanha, e em 1940, durante a santa missão na cidade de Ribeirão Preto (SP).


Em 1911, o menino entrou para o Colégio Redentorista de Santo Afonso, em Aparecida. Após os estudos, recebeu o hábito redentorista em primeiro de agosto de 1917 e fez os votos religiosos na Congregação do Santíssimo Redentor, após o ano de Noviciado, em 2 de agosto de 1918, na cidade de Perdões (SP). Iniciou os estudos superiores em Aparecida, e  em 1920, foi transferido para a Alemanha, para dar continuidade à sua formação. Foi ordenado padre em Gars am Inn, em 5 de agosto de 1923, voltando para o Brasil em setembro de 1924.


Padre Vítor trabalhou com muito zelo nas Santas Missões, na Rádio Aparecida e no Santuário de Aparecida. Foi um bom catequista, dedicando-se com amor às crianças. Não queria que elas sofressem o que ele sofreu por falta de formação religiosa. Durante 10 anos (1931 – 1940) dedicou-se, como missionário, à pregação das santas missões, revelando seu carisma extraordinário de pregador da palavra de Deus.


Anunciando a misericórdia de Deus, levou grande número de pessoas à conversão de vida. Seu carisma e fama atraía multidões. As crianças, especialmente, não perdiam a missãozinha especial para elas. Sabia despertar nas crianças e jovens o interesse pela vocação religiosa. Muitos missionários redentoristas, padres diocesanos e religiosos lhe devem a vocação.


Atingido gravemente pela tuberculose durante a grande missão na cidade de Ribeirão Preto (SP), em agosto de 1940, retirou-se em janeiro de 1941 para o Sanatório da Divina Providência, em Campos do Jordão (SP). Ali, sujeitou-se com resignação ao penoso tratamento da tuberculose, onde aprendeu com o Cristo Sofredor, o mistério da dor e da solidão. Esteve muito mal durante quatro anos (1941 a 1944), chegando a perder um dos pulmões. Ele atribuiu sua cura à oração do servo de Deus, Padre Eustáquio, que o visitou em 1943. No Sanatório ele transformou o ambiente, despertando nos doentes o amor à vida e muita confiança em Jesus Cristo e Nossa Senhora.


Em 1949, já curado, voltou para Aparecida, onde Deus lhe indicou um novo caminho de ser missionário: o anúncio da palavra de Deus no Santuário e na Rádio Aparecida. Iniciou, então, sua missão de pregador carismático da palavra convertedora aos romeiros. Incentivou a fundação da Rádio Aparecida, e desde sua fundação em 1951, foi sua voz profética durante 36 anos. Seus assuntos prediletos eram: Catequese, Sagrada Escritura, formação de comunidades rurais, saúde pública, sanitária e Doutrina Social da Igreja. A audiência cativa de seus programas era enorme.


O povo o chamava de santo já em vida. Mas ele lutou muito contra seu gênio agressivo e extrovertido, herdado de sua avó paterna, natural de Champagne, na França, a senhora Victorine Cousin. Humilde, sabia pedir perdão, o que fez muitas vezes em público. Considerava-se indigno de ser sacerdote por causa do mau comportamento de sua infância. Costumava dizer:


“Sou filho da Misericórdia de Deus. Ele me tirou do lodo, de lá de baixo, para me colocar em alto na vocação sacerdotal”.


Foi nessa direção que desenvolveu toda sua vida espiritual e seu zelo apostólico. Fé inquebrantável, conformidade com a vontade de Deus, dedicação e fervor na oração e ardor no zelo da salvação das almas. Com grande unção procurava incutir nos seus evangelizados a mesma confiança na misericórdia de Cristo e de Maria.


A devoção a Nossa Senhora Aparecida foi a força de sua piedade pessoal e de seu zelo na prática da vida religiosa. Tornou-se muito admirado pelo povo, especialmente dos devotos de Nossa Senhora Aparecida. Os romeiros que vinham a Aparecida, depois de satisfazerem suas devoções a Nossa Senhora, não dispensavam a palavra e a bênção do Padre Vítor Coelho. Foi por meio dele que a Consagração a Nossa Senhora Aparecida ganhou repercussão nacional.


A primeira exibição da Consagração foi num programa da mesma rádio no dia 30 de maio de 1955, mas se popularizou um ano depois, em 1956, com o Padre Vítor Coelho de Almeida, que havia escrito a primeira fórmula da oração.


Padre Vítor faleceu em plena atividade apostólica, em Aparecida, no dia 21 de julho de 1987, aos 87 anos de vida. Os restos mortais de Padre Vítor encontram–se na Capela do Memorial Redentorista em Aparecida (SP), onde muitos devotos fazem seu momento de oração, pedindo e agradecendo a intercessão do Servo de Deus.


Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida.

Contato

Praça Dom Eduardo, 56 - Bairro Mercês - Uberaba - MG

(34) 3312-9565

Redes Sociais

Facebook

Instagram

Twitter​

Youtube

Inscreva-se

INFORMAÇÕES

Praça Dom Eduardo, nº 56 - Mercês
Uberaba-MG - CEP: 38060-280
Tel: (34) 3312-9565

  • Secretaria / Chancelaria Ramal 1

  • Financeiro Ramal 2

  • Patrimônio Ramal 3

  • Tribunal Eclesiástico Ramal 4

  • Secretaria de Pastoral Ramal 5

curia.arquidiocesedeuberaba@gmail.com

ASSESSORIA DE IMPRENSA DA ARQUIDIOCESE DE UBERABA

HORÁRIOS DE ATENDIMENTO

  • Segunda a Sexta: 8h às 12h e 14h às 17h.

TVs Católicas

Produzido pela pascom arquidiocesana

© 2019 by Arquidiocese de Uberaba

Pública na Rede

Minas Gerais - Brasil

  • Facebook da Arquidiocese de Uberaba
  • Twitter da Arquidiocese de Uberaba
  • Instagram da Arquidiocese de Uberaba
  • Youtube da Arquidiocese de Uberaba