Pentecostes

Atualizado: Mai 10



A festa de Pentecostes já existia no tempo de Jesus e era conhecida também por “Festa das Semanas”, porque acontecia sete semanas após a Páscoa. Era quando os judeus ofereciam as primícias do pão feito com o trigo da nova colheita. Nesse mesmo dia, aconteceu o derramamento do Espírito Santo, cumprindo a promessa feita por Jesus. “Porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias” (At 1,5).

E, de fato, assim foi feito. Dos apóstolos testemunhando Jesus, no Poder do Espírito Santo, a partir do dia de Pentecostes, é que nasce nossa Igreja. Nossa Igreja nasce do Espírito Santo. “Desde então, os apóstolos comunicaram aos novos cristãos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito que leva a graça do Batismo a sua consumação” (Prof. Felipe Aquino).

Podemos ver nas escrituras que, a partir da imposição das mãos dos apóstolos, as pessoas recebiam o Batismo no Espírito Santo e assim passavam a ser também transmissoras dessa Graça. Por exemplo, em AT 8,17: “Então, os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo.” E em At 19,6: “E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam.” Daí se cumpria a profecia de Joel 3,1: “Depois disso, acontecerá que derramarei meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos e vossos jovens terão visões.”



O Espírito Santo é transformador. Assim que os discípulos receberam o Batismo no Espírito Santo, que não se trata do Sacramento do Batismo, eles foram totalmente transformados. Estavam com medo e de repente saíram do lugar em que estavam e se puseram a pregar Jesus Cristo. Ocorreu no interior de cada um uma grande revolução. Já não eram mais os mesmos. O Espírito Santo capacita para sua boa obra. Ele age com poder no interior de quem o acolhe, como um fogo abrasador, fazendo de cada um verdadeiramente novas criaturas. Distribui Seus carismas de serviço para que, como os discípulos de outrora, também possamos servir o Senhor nos irmãos e assim formarmos uma comunidade de amor. Abre nossos ouvidos espirituais para que possamos conhecer a vontade de Deus e realizá-la. E nos inspira palavras e ações, nos ajuda a tomar decisões: “Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós...” (At 15,28a). O Espírito Santo é o amor do Pai e do Filho. Tão grande é o amor do Pai e de Jesus que não se pôde conter e extravasou na Pessoa do Espírito Santo. A terceira Pessoa da Santíssima Trindade é uma explosão de amor, que uma vez em nós nos torna aptos a também amarmos sem medida.

O Espírito Santo é uma pessoa. Portanto, podemos falar com ele como a um amigo, ter intimidade com ele. Precisamos dele para nos aconselhar, nos instruir, nos auxiliar. Jesus o prometeu a nós com o nome de Paráclito, que quer dizer advogado, consolador, auxiliador... dentre tantos outros títulos.

Resumindo: o Espírito Santo é tudo de que nós precisamos. Por isso devemos clamar sem cessar: Vinde, Espírito Santo!


Maria Adalgiza Barcelos – Coord. do Ministério de Intercessão da Arquidiocese

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