Ramos nas mãos

Ramos nas mãos

A Semana Santa começa fazendo alusão aos ramos que as pessoas levam para as celebrações do domingo que a antecede. Simboliza a forma singela usada para acolher, na cidade de Jerusalém, Aquele que seria o alvo dos holofotes de toda a semana. Jesus entra na cidade, de forma triunfal, sendo acolhido com ramos, tapetes e gritos de “Hosana” pela grande multidão que O apreciava.

Começa ali um clima de amargura e sofrimento, provocado pelas autoridades de então. Por isso Jesus é chamado de “Servo sofredor”, porque Ele assumiu na carne as realidades da Paixão, que culminou com sua morte na cruz. Ele assumiu em Si o sofrimento do povo, principalmente dos pobres, dos indefesos e marginalizados de todos os tempos e lugares, maltratados por más administrações.

Estamos diante da Reforma da Previdência, mas com ar de opressão, de jogar por terra os direitos sociais conquistados pelo povo. Certamente, os mais pobres serão os “servos sofredores”, inclusive jogando sobre eles o “rombo” causado pelos desvios da irresponsável administração pública. Repudiamos essa iniciativa do Poder Executivo Federal, que tramita no Congresso Nacional.

A questão da Previdência colocou em evidência a discussão sobre o fim da isenção da contribuição para a Seguridade Social de inúmeras entidades, prevista pela Constituição de 1988, no artigo 195 § 7. Eliminar as instituições filantrópicas é deixar de prestar serviço ao povo carente na área da Saúde, Educação e Assistência Social. Mais uma vez o povo vai sendo colocado na exclusão.

Outra questão em debate, provocada pelo crescente número de autoridades envolvidas em denúncia de corrupção, é o chamado “foro privilegiado”, que beneficia um número aproximado de 22 mil autoridades no país. São duas justiças praticadas, dando privilégio a um grupo enorme de cidadãos que agem com irresponsabilidade no exercício de seu cargo. Isso é inaceitável às pessoas de bom senso.

Não se constrói a felicidade com corrupção, com mordomia, desrespeito ao povo, violência e aplausos balançando ramos. A verdadeira vida trazida por Jesus Cristo foi conquistada na luta, no sofrimento e na morte. Seu gesto foi de solidariedade com as pessoas sofredoras de todos os tempos. Fez-se último para elevar o coração de todas as pessoas que estão abertas para sua Palavra.

Dom Paulo Mendes Peixoto Arcebispo de Uberaba.

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