Reconheço em meu semelhante a efígie de quem sou

Os crescentes índices de criminalidade violenta despertam cada vez mais o medo na população brasileira.

Não se consegue estabelecer uma sensação de segurança plena em nenhum ambiente, seja em via pública ou no aconchego do lar.

O cenário se torna mais grave quando o aparelhamento do Estado se mostra ineficiente em face de tamanha onda de choque e audácia dos infratores. Não há argumento que justifique, mesmo quando todo o aparato policial se desdobra para fazer frente aos criminosos mais vorazes.

Conhecer e estudar o fenômeno são os primeiros passos: ação policial é fator de antecipação, controle e contenção, não de solução de base. Segurança pública não se faz apenas com polícia, viaturas e armas, embora preponderantes e absolutamente indispensáveis para seu combate.

De forma bem simplista, compreendemos que a atividade de polícia ostensiva, aquela que vemos todos os dias nas ruas, é atividade de cunho preventivo.

Na prática, atividade de polícia ostensiva é a atividade policial com capacidade dissuasória e de pronta resposta para contenção. Nesse estágio, o gerador da violência, em tese, já está formado; está no meio social; aguarda a motivação, a fragilidade da vigilância ou a disponibilidade do alvo. Se o ambiente não lhe for favorável, aguardará melhor ambiência.

A violência não é causa, é consequência. Resulta basicamente da desorganização e desvios sociais que germinam e evoluem com muita sutileza. Não é algo que surge da noite para o dia.

O estágio violento, como o enxergamos, é o dragão em pleno voo que surge a partir do ovo em seu ambiente mais propício. Ignorado, toma formas e dimensões as mais variadas possíveis. Surge especialmente no mesmo ninho de sua solução: o seio familiar. A desagregação permeia a ausência do Estado no processo de recondução, educação e organização social.

A violência é superada e arrefece exponencialmente quando se depara com uma lousa: a educação, a cultura, e a evolução humana. Um processo que consome altos investimentos com resultados a prazos absolutamente longos. Certamente possa ser este o motivo pelo qual os investimentos sejam tão diminutos.

A complexidade do tema exige que as medidas de reação à violência, por contenção policial, estejam acompanhadas por profilaxia de ambiente e pessoas.

Por isso, a necessidade de políticas públicas de prevenção fundadas na educação. Se a família está em processo de ruptura, nada mais coerente que a educação patrocinar essa retomada do caminho, fazer compreender a cidadania como participação social, bem como o exercício de direitos e deveres, conduzindo a atitudes de solidariedade, cooperação e renúncia à iniquidade, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito.

Roberto Alves de Oliveira Secretário M. do Conselho de Segurança Pública de Uberaba

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