Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

A encarnação do próprio Verbo, foi absolutamente por amor, para redimir o ser criado, por amor, e para testemunhar que é possível amar em todas as ocasiões da vida humana e, mais que tudo, quem ama não peca, já que pecar é não amar!


O desejo mais profundo do ser humano é amar e sentir-se amado, afinal ele foi criado pelo Amor!

Pelo amor tudo se faz possível, percorrer longas caminhadas, morar distante da terra natal, sujeitar-se a uma vida menos confortável, tudo; não existem barreiras; até morrer por amor!


A encarnação do próprio Verbo, foi absolutamente por amor, para redimir o ser criado, por amor, e para testemunhar que é possível amar em todas as ocasiões da vida humana e, mais que tudo, quem ama não peca, já que pecar é não amar! Amar é sair de si, é abrir espaço para o outro, é acolhê-lo em sua vida! São José de Anchieta escreveu: “Ó chaga sagrada, não foi o ferro de uma lança que te abriu, mas sim o apaixonado amor que ao nosso amor tinha Jesus foi quem te abriu!  E por que Anchieta escreveu isso? Porque do mesmo modo que o Apóstolo São João, que era conhecido como “aquele que Jesus amava”, reconheceu durante a pesca milagrosa, que era o Senhor quem operara aquilo. “É o Senhor!”  Quem ama reconhece os sinais do amado, identifica seus rastros!


Na segunda leitura da liturgia de hoje, extraída de 1Jo 4,7-16, o discípulo amado nos fala que o Pai “enviou seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados” . Isso significa que Deus reconhece nossos pecados e fragilidades e, cheio de misericórdia quer nos resgatar, como já havia afirmado após o pecado de nossos primeiros pais, de que Eva esmagaria a cabeça da serpente e essa feriria o calcanhar daquela . Deus quer que tenhamos vida, quem ama, quer que o amado tenha vida e a tenha plenamente! E quem ama é feliz amando e não se sente diminuído por isso, ao contrário, a vida, ao se doar, provoca mais vida, mais satisfação, mais gozo, mais amor!


Existe uma oração, ou melhor, uma jaculatória que diz “Sagrado Coração de Jesus, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!”  O que significa isso, senão que pedimos ao Senhor que “re-forme” nosso modo de amar, que amemos de verdade, como Deus nos ama e nos aceita como somos. Queremos que nosso modo de amar seja conforme o amor do pai da parábola do “Filho Pródigo”  que não permitiu, através de um abraço e de carinhosas palavras de acolhida, que o filho se humilhasse. O retorno do rapaz já era sinal de arrependimento e a vida precisava ser festejada! Do mesmo modo, esse coração divino não iria deixar na esperança o “bandido” Dimas, o “bom ladrão”, em sua esperançosa profissão de fé no amor divino: ”Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres com teu reino”.  E o Senhor, a Vida, responde não com lições de moral, reprimendas, mas, como o Pai do filho pródigo, quer mais é ver feliz aquele filho desviado e que retornara ao amor da Trindade.  Jesus, o Deus que salva, proclama: “Em verdade, eu te digo, hoje estarás comigo no Paraíso”.  O coração de Jesus estava escancarado, seu amor, como disse São José de Anchieta, arrebentou e rasgou todo e qualquer empecilho para dar ao pecador o Reino; afinal ele, Jesus, estava agonizante na cruz exatamente para isso, par dar vida ao pecador, ele era o Deus Salva!


No Evangelho, tirado de Mt 11, 25-30, Jesus, já anuncia no versículo 25 que os sábios e entendidos “não estão com nada”, mas sim os pequeninos. O fato comentado logo acima, a entrada no céu pelo pecador São Dimas, certifica-nos que, de fato, o Senhor preza muito mais a fé em suas palavras e em seus valores do que uma vida “perfeita” e moralmente aceita. A salvação não está principalmente no conhecimento da Lei e em seu cumprimento, mas em crer no Filho do Homem, Jesus Cristo e em seu projeto de Reino!


Nos versículos 28 a 30, aparece plenamente a bondade do coração de Deus, em favor de seus prediletos, os oprimidos; aqueles que não apenas carregavam os fardos da faina diária, mas também o jugo criado pelos doutores da Lei, que sobrecarregavam os filhos de Deus, com pesadas regras e preceitos.


O carinho de Deus não está na meritocracia, mas se revela na fé no Poder de Deus e na Humildade.


Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!


Fonte: Vatican News

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